março 20, 2026

Mercado de vinho no Brasil experimenta movimento crescente, algo que veio para ficar

Por Indicador

É uma habilidade fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento, especialmente para os micro e pequenos empresários. Elas são a força motriz que constrói a percepção e a confiança em torno da marca, tornando-a memorável e desejável. Conheça agora técnicas poderosas, como o neuromarketing e o copywriting, que ajudam a conquistar clientes e aumentar as vendas, mesmo com recursos limitados.

Parafraseando a trilogia de cores do diretor polonês Krzysztof Kieslowski — A Liberdade é Azul, A Fraternidade é Vermelha e, principalmente, A Igualdade é Branca — pode-se afirmar que o vinho também é branco. É a classificação branco, porém, que vem se destacando no pantone do deus pagão Baco, animando produtores. Essa solução é exclusiva para clientes que possuem empresa cadastrada em nosso Portal. Mesmo em 2021, muitos países ainda aplicam fortes restrições para a entrada de estrangeiros, o que faz com que consumidores que iriam gastar seu dinheiro fora do Brasil, busquem alternativas dentro do país, em restaurantes e hotéis locais.

Barcelona Wine Week 2026: Panamera Importadora no Centro do Maior Encontro Global do Vinho Espanhol

Se antes os vinhos ocupavam um pequeno espaço nas prateleiras, hoje é possível encontrar áreas inteiramente dedicadas à bebida nos supermercados. Os brasileiros dominam a internet, já somos o terceiro país com o maior número de usuários no Facebook, mais de 130 milhões, e o quarto no Instagram, quase 100 milhões. Em 2010, 22 milhões de brasileiros declararam consumir vinho ao menos uma vez por mês. O número de consumidores de vinho no Brasil está em  expansão, é o que demonstram os dados recolhidos pela Wine Intelligence na última década.

A participação do on-trade no mercado nacional de bebidas permanece relativamente baixa. De acordo com a IWSR, cerca de comprar vinho 16% do volume de vinhos é vendido em hotéis, bares, restaurantes e caterings (HoreCa) – fatia pequena na comparação com mercados maduros como Portugal (37%) e Espanha (45%). Além disso, nota-se uma considerável sofisticação na oferta e promoção de vinhos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, particularmente nas redes regionais de varejo.

Para as garrafas, recentemente trouxemos o rótulo Góes 2000 com uma comunicação mais moderna, numa pegada que conversa diretamente com este perfil”, comenta Lopreto. Luciano Lopreto, diretor da Vinícola Góes, explica que o interesse por vinhos brasileiros está crescendo, e São Paulo está se destacando com vinhos de alta qualidade, elaborados em terroirs únicos com Colheita de Inverno. “Espumantes brasileiros, incluindo os de São Paulo, estão ganhando reconhecimento, e há uma crescente demanda por vinhos premium. Os consumidores também valorizam inovação e experiências diferenciadas, especialmente aquelas que os colocam em contato direto com a natureza e o processo produtivo.

– Expansão das ocasiões de consumo e menos viagens

O crescimento dos vinhos boutique no mercado brasileiro

O mercado de vinhos no Brasil demonstrou uma resiliência impressionante em 2024, alcançando um crescimento de 7,9% em volume, mesmo diante da queda do poder de consumo. Foram comercializados 455,8 milhões de litros, considerando vinhos brasileiros e importados, movimentando cerca de R$ 19 bilhões – um montante que representa aproximadamente 2% do PIB nacional. Esse avanço reflete um setor que, apesar dos desafios econômicos, continua se expandindo e encontrando novas oportunidades. O primeiro semestre de 2025 trouxe sinais claros de transformação no consumo de vinhos no Brasil. Mesmo em um cenário macroeconômico desafiador,  com juros elevados de 15% ao ano, inflação projetada acima de 5% e volatilidade cambial, o mercado seguiu em expansão. Segundo dados consolidados pela Ideal BI, empresa especializada em inteligência de dados para o setor de bebidas, o país importou 8,1 milhões de caixas no período, movimentando 240 milhões de dólares.

“Espumantesbrasileiros, incluindo os de São Paulo, estão ganhando reconhecimento, e há umacrescente demanda por vinhos premium. Os consumidores também valorizam inovaçãoe experiências diferenciadas, especialmente aquelas que os colocam em contatodireto com a natureza e o processo produtivo. Investir em tecnologia e oferecervisitas e degustações personalizadas está atraindo mais visitantes”, conta odiretor. Ele ainda destaca que o diálogo com o público mais novo tem sido um importante diferencial. “O interesse dos jovens por vinhos está aumentando, impulsionando a demanda por rótulos inovadores e informações educativas. Temos a linha SAUV de vinhos e drinks em latas, garantindo modernidade e conveniência, além de permitir o consumo de vinhos em diferentes ocasiões de consumo.

No entanto, não bastará apenas estar presente nos diferentes canais – será essencial ter um planejamento estratégico eficiente, com foco na experiência do cliente e na construção de um relacionamento duradouro. Embora os tintos ainda sejam predominantes, com 66% da participação, houve um avanço expressivo dos vinhos brancos e rosés, que cresceram 10 pontos percentuais e agora representam 34% do mercado. Essa diversificação indica uma maior aceitação do consumidor a novos estilos e momentos de consumo, favorecendo a expansão de categorias menos tradicionais. Até 2029, em termos per capita, observa-se uma provável redução no consumo de vinhos, espumantes, cidras, perrys e vinhos de arroz, mas um aumento no volume de cerveja. Outro ponto importante é separar os fatores relacionados à pandemia que impulsionaram o consumo do vinho no Brasil, daqueles que já estavam presentes no nosso mercado.